segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Em reunião sobre IPI, Mantega pede mais empregos e promoções a empresários
Redução de tributo para máquina de lavar, fogão e geladeira vai até dia 31.
Ele disse que não poderia comentar chance de prorrogar desconto.
Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Trajano, em reunião em SP (Foto: Sérgio Castro/Agência Estado)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu nesta segunda-feira (26), após reunião com fabricantes e empresas varejistas de produtos da linha branca (máquinas de lavar, fogão e geladeiras), que o setor mantenha os empregos, faça mais contratações e ofereça facilidades ao consumidor.
O ministro ouviu do setor um pedido para que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca seja mantida. O desconto, em vigor desde abril, termina no próximo sábado (31).
Mantega disse que não poderia comentar se há uma chance de o governo prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que entrou em vigor em abril, mas colocou algumas condições como espécie de contrapartida do setor para o governo.
"Não costumo antecipar nossas decisões porque elas seriam prejudiciais. (...)Digamos que a gente venha a renovar a redução do IPI, com dois compromissos feitos de público, na frente das câmeras: que houvesse por um lado o compromisso do emprego maior, que haverá uma contratação maior porque as empresas estão investindo, aumentando a produção, o varejo porque está aumentando as vendas. O outro compromisso é que o setor venha a fazer promoções dando mais vantagens para o consumidor. Se nós aqui podemos celebrar esse acordo, há grande probabilidade que a gente venha a chegar a um entendimento."
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Domingo, 25 de Outubro de 2009
O recuo do desemprego
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, mostrou queda de 0,4 ponto porcentual - de 8,1%, em agosto, para 7,7%, em setembro - do índice de desemprego das seis principais regiões metropolitanas. Esse dado indica que a economia está retomando o ritmo de atividade de 2008.
A taxa de desocupação recuou a patamar idêntico ao de um ano atrás - antes da crise, portanto. E é a menor taxa do ano, inferior às projeções da maioria das consultorias privadas (que variavam entre 7,8% e 8,2%). Segundo o IBGE, 76 mil pessoas saíram das estatísticas de desemprego. Mas a qualidade do emprego piorou.
Nos últimos dois anos, a taxa mensal de desemprego chegou ao mínimo de 6,8%, em dezembro de 2008, quando a desocupação alcança o patamar mais baixo, e ao máximo de 9%, em março de 2009.
Há, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas - São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife -, uma população ocupada de 21,5 milhões de trabalhadores. Esse número ficou estável em comparação com o de agosto e com o de setembro de 2008, indicando que muitas pessoas que chegaram à idade de trabalhar ainda não estão procurando emprego e que outras saíram do mercado de trabalho, certamente por dificuldade de arrumar emprego.
Além disso, do total dos empregados, 54,9% tinham carteira assinada, contra 55,7% em janeiro. É o que explica a cautela com que o corpo técnico do IBGE tratou os dados do mês.
Piorou, segundo Cimar Azeredo, gerente da pesquisa do IBGE, a qualidade do emprego. "A queda da taxa de desemprego não mostra uma recuperação do mercado de trabalho, mas um movimento sazonal, já que a taxa sempre recua nessa época do ano", acrescentou. "Para haver uma recuperação, o recuo na taxa e o aumento no número de ocupados teriam de ser mais expressivos."
Tudo indica que os piores resultados do emprego ainda estejam nos setores que mais dependem da exportação e foram afetados pela valorização do real, como a agropecuária. Ademais, a maior parte das vagas abertas teve por origem o setor de serviços, que paga menos do que a indústria.
Em avaliação semelhante, a consultoria privada LCA notou que "era esperada uma taxa, ao menos, nos níveis observados em agosto, que seria interpretada como mais um passo na redução do desalento, na esteira da recuperação da atividade econômica". No último trimestre, segundo a consultoria, prevê-se que mais pessoas procurem emprego. Como resultado, a taxa de desocupação está projetada em 7,1%, em dezembro, superior em 0,3 ponto porcentual à do mesmo mês do ano passado. Com ajuste sazonal, o desemprego foi de 8% em dezembro do ano passado e é estimado em 8,3% em dezembro deste ano.
Um dos pontos mais positivos da PME de setembro foi o aumento real dos rendimentos médios, de 0,6% em relação a agosto e de 1,9% em relação a setembro de 2008. Os destaques ficaram com Recife e Porto Alegre, onde o crescimento real foi de 5,2% em relação a setembro de 2008, e Salvador, com alta de 2,7%, mais que o dobro do aumento registrado em São Paulo (1,3%) e muito superior ao do Rio (1,6%) e ao de Belo Horizonte (0,6%). Nesta capital, apenas o emprego na construção civil mostrou uma forte alta no ano. Em Salvador, destacou-se o crescimento do emprego no item educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social.
Os empregados com carteira assinada do setor privado puxaram a recuperação dos rendimentos, com aumento real de 2%, no mês, e de 1,6%, em um ano. Seguiram-se os militares ou funcionários públicos estatutários, com alta de vencimentos, respectivamente, de 1,2%, no mês e de 2,1%, no ano. Já os empregados sem carteira assinada não estão conseguindo preservar sua renda real, que caiu 2,2%, no mês (mas ainda sobe 5% no ano).
O aumento do emprego favorece a recuperação da economia, pois o crescimento dos rendimentos provenientes dos empregos formais permite a contratação de empréstimos, alimentando, sobretudo, o comércio e o segmento imobiliário, que continua a mostrar demanda firme.
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18 de maio de 2009
Em abril, país teve criação de 106,2 mil vagas formais de trabalho
No ano, até agora, foram criadas 48,4 mil vagas.
Emprego na indústria de transformação também cresceu.
Por Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, divulgou nesta segunda-feira (18) os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), que mostram uma recuperação do mercado de trabalho. O saldo de empregos em abril ficou em 106,205 mil, bem superior ao saldo registrado em março, de 34,818 mil novas vagas formais criadas no país.
Pela primeira vez no ano, a diferença entre criações de vagas e demissões ficou positiva. O número de demissões de janeiro, 101,748 mil, foi vencido pelo saldo dos meses de fevereiro março e abril. Nos quatro primeiros meses do ano, foram criadas no país 48,4 mil vagas de empregos formais. O número é bem menor que os 797,5 mil postos de trabalho com carteira assinada fechados entre os meses de novembro de 2008 e janeiro deste ano, segundo dados do Caged divulgados em fevereiro.
“Nós somos o primeiro país do G-20 a ter saldo positivo de emprego. Isso porque eu não considero a China, que não tem um sistema confiável de medição”, analisou o ministro. Indústria de transformação teve resultado positivo pequeno de 183 novas vagas.
Setores
Os seis principais setores da atividade econômica registraram no mês de abril, pela primeira vez no ano, um resultado positivo de emprego. De acordo com os dados do Caged, o segmento de serviços foi o que teve o melhor resultado absoluto em abril e foram criados 59,279 mil novos postos de trabalho. No ano, o saldo do setor está em em mais de 168,5 mil vagas.
A construção civil voltou a apresentar resultado positivo de admissões em abril. Nesse segmento foram criados 13,338 mil novos postos de trabalho no mês passado. No ano, o saldo é de mais de 43,6 mil empregos formais.
Na agricultura, o resultado também foi positivo em abril e foram criadas 22,684 mil novas vagas. Essa geração de novos postos fez o nível de empregos formais ficar positivo no setor pela primeira vez no ano em mais de 18,7 mil vagas.
Na administração pública também houve mais admissões do que demissões. O saldo foi de 5,032 mil novos postos de trabalho formais. No ano, o saldo é de 28,8 mil vagas.
A indústria de transformação registrou pela primeira vez crescimento no número de empregos. Em abril, houve criação de 183 novos postos de trabalho formal. Contudo, o desempenho do setor no ano tem déficit de 147,1 mil postos formais de trabalho.
No comércio, o mês de abril registrou saldo de 5,647 mil novas vagas. No ano, o segmento ainda apresenta redução do nível de emprego, de 65,1 mil postos de trabalho.
“Esse mês de abril consolida minha previsão de crescimento do emprego. Eu acredito que, no final do ano, serão gerados mais de um milhão de empregos no ano e crescimento do PIB entre 2% e 3%. Eu acredito que todos os setores da economia já estão dando uma resposta. E insisto, o Caged é o registro de todos os celetistas no Brasil, não é palpite, não é pesquisa e não é projeção”, avaliou Lupi.
Regiões
Das 27 unidades da federação, em nove ainda há déficit de empregos formais. Nos outros 18 estados, o resultado é positivo. São Paulo é o estado que teve o melhor saldo em abril, com a criação de 72,022 mil novas vagas.
Apenas a região Nordeste, segundo os números do Caged, ainda mostra uma redução do mercado de trabalho. Nos estados dessa região, foram fechadas mais de 24,6 mil vagas em abril. Segundo o Ministério do Trabalho, o déficit tem a ver com fatores sazonais relacionados à agroindústria.
No Norte, houve a criação de 652 vagas formais. O melhor resultado na região foi em Rondônia, onde foram criadas mais de 2,079 mil novas vagas. Lupi disse que o resultado positivo se deve principalmente ao início das obras na usina de Jirau, no rio Madeira.
O Sudeste puxou o crescimento do emprego formal no país e registrou a criação de mais de 99 mil novos postos. Todos os estados dessa região tiveram resultado positivo de emprego. Segundo os dados do Caged, São Paulo foi o que apresentou melhor resultado, onde foram criados mais de 72 mil novos empregos. Em Minas Gerais, foram abertas 15,602 mil novas vagas.
No Sul, o saldo foi de 11,708 mil admissões. O melhor resultado ocorreu no Paraná, onde o houve a criação de 7,937 mil novos empregos com carteira assinada. Todos os estados da região tiveram resultado positivo.
Na região Centro-Oeste, o resultado também foi positivo em 19,402 mil postos. O melhor desempenho do mercado de emprego foi em Goiás, onde foram abertas 14,662 mil novas vagas.
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12 de março de 2009
Emprego na indústria cai 1,3% em janeiro, na quarta queda mensal
Queda foi verificada na comparação com o mês de dezembro de 2008.
Desde setembro, emprego industrial acumula queda de 3,9%, diz IBGE.
Do G1, em São Paulo
O emprego na indústria nacional registrou queda de 1,3% em janeiro na comparação com o mês anterior, na quarta queda mensal consecutiva nessa base de comparação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Frente a janeiro de 2008, a queda foi de 2,5%, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2001. No acumulado em 12 meses, a alta de 1,6% foi a menor desde 2007. Desde setembro do ano passado, o emprego industrial acumula queda de 3,9%.
Em janeiro, o contingente de trabalhadores reduziu-se em 2,5% na comparação com o mesmo mês de 2008. As reduções do emprego em São Paulo (-2,1%), região Norte e Centro-Oeste (-4,5%), Paraná (-4,5%) e Santa Catarina (-3,5%) exerceram as pressões mais significativas no total do país.
Por setor, os principais impactos negativos na média global foram vestuário (-8,2%), calçados e artigos de couro (-10,3%) e madeira (-13,3%).
Horas pagas e folha de pagamento
De acordo com o IBGE, o número de horas pagas pelas indústrias registrou queda pela quarta vez consecutiva, acumulando baixa de 5,3%. Houve queda tanto em relação ao mês anterior (-1,8%) quanto em relação ao mesmo mês do ano anterior (-3,6%).
No confronto com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas recuou 3,6% em janeiro de 2009, menor taxa da série histórica iniciada em 2001.
A folha de pagamento real sofreu queda de 1,2% frente a dezembro de 2008 (com ajuste sazonal), mas avançou 1,2% sobre janeiro de 2008, sendo este o menor resultado desde dezembro de 2006 (0,5%).
Também em janeiro, o valor da folha de pagamento real da indústria, descontando os efeitos sazonais, recuou 1,2% em relação a dezembro passado, o quarto resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 4,5%.
Em relação a janeiro de 2008, o valor total da folha de pagamento aumentou 1,2%, mas registrou o menor resultado desde dezembro de 2006 (0,5%).
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06 de março de 2009
Homens perdem mais empregos
por Paulo Moreira Leite
Em 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, será preciso fazer um ajuste na lista de reivindicações.
A idéia de que as mulheres sempre sofrem mais do que os homens já não vale para o mercado de trabalho. Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho, ligada a ONU, mostra que se desemprego atinge níveis pavarosos e alcança todo mundo, os homens estão perdendo mais empregos do que as mulheres.
No mundo inteiro, diz a OIT, o desemprego masculino cresceu 1.1 pontos em 2008. Já o desemprego feminino aumentou 0.8 pontos. Em alguns países, essa diferença é brutal.
Se foram suprimidos 2,9 milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos, no ano passado, 2,3 milhões eram ocupados por homens — e 600 000 por mulheres.
Na França, o desemprego entre os homens cresceu seis vezes mais que o desemprego entre mulheres.
A explicação da OIT é econômica: os homens ocupam a maioria das vagas em setores que foram mais atingidos pela crise, como mineração, industria, energia e construção. As mulheres tem a maioria dos postos na áreas de serviços, educação e saúde — que, até o momento, foram menos atingidos pela crise.
Na maioria dos países, a porcentagem de mulheres sem emprego é maior que a de homens. Mas essa diferença tende a diminuir, se a crise seguir no mesmo ritmo de hoje.
Essa notícia é uma surpresa ruim tanto para homens como para mulheres. A idéia de igualdade sempre veio acompanhada por uma visão de progresso — não de carência e regressão social. A igualdade de direitos e deveres entre os gêneros é uma meta do século XX, e é surpreendente que não seja uma realização completa.
Na maioria dos países, os homens ainda tem um salário superior ao das mulheres. Ao demitir os salários mais altos, a crise irá provocar um sofrimento maior na maioria das familias onde marido e mulher trabalham.
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27 de fevereiro de 2009 08:48
Cresce o nível de emprego em Rondônia
O Superintendente da Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia, Ruy Motta, em entrevista à imprensa informou que segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED cresceu o nível de emprego no Estado de Rondônia.
Conforme os dados do CAGED, a síntese do comportamento do mercado de trabalho formal no Estado de Rondônia, em janeiro de 2009, foram gerados 1.060 empregos celetistas, equivalente à expansão de 0,63% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Vale observar, que este resultado foi o melhor da serie do CAGED e também, da Região Norte. Nos últimos 12 meses, verificou-se crescimento de 3,64% no nível de emprego ou +5.905 postos de trabalho em Rondônia.
O comportamento do emprego segundo setores de atividade econômica, o maior crescimento foi na área da construção civil, tendo 748 registros de empregos no mês de janeiro.
“O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED foi criado pelo Governo Federal, através da Lei nº 4.923/65, que instituiu o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Este Cadastro Geral serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais, e também, é utilizado, ainda, pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais”, explicou Ruy Motta.
Fonte: Rondonoticias
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09 de fevereiro de 2009
Pequenas apertam os cintos para evitar demissões
O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, economista Carlos Alberto dos Santos, alerta para certos cuidados que devem ser tomados nas análises dos números recentes sobre a evolução do nível de ocupação, levando-se em conta empresas formais de vários portes, informa a Agência Sebrae de Notícias.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, em dezembro de 2008 foram eliminados 655 mil postos de trabalho, um indicativo de que as empresas estão se ajustando às novas expectativas quanto à demanda interna e externa, em função da crise financeira global. Do total de demissões, 407,3 mil (62,2%) referem-se a médias e grandes empresas. Micro e pequenas representam 97% do universo de empresas brasileiras.
Um ponto importante a ser considerado é que a maioria dos pequenos negócios são unidades produtivas ou prestadoras de serviços com poucos empregados que não sejam da família do proprietario. Essa força de trabalho não pode ser vista apenas como custo variável, os primeiros a serem cortados, quando há uma retração da demanda.
“Nem sempre os pequenos negócios podem ser analisados pelos mesmo parâmetros das empresas de médio e grande porte”, afirma. Segundo o diretor, uma redução de custos em um pequeno negócio acontece, quase sempre, “apertando-se os cintos”, reduzindo as retiradas do proprietário. Outros pontos que devem ser considerados: as dispensas feitas por grandes empresas são massivas, quase sempre localizadas e, por isso mesmo, rendem manchetes na mídia. O que provocam a ideia de que se espalha de forma igual por todos os segmentos produtivos e portes de empresas.
Mesmo levando-se em conta o critério de número de empregados e não o de faturamento, para enquadramento de empresas como micro e pequenas, o que provoca grandes distorções na maioria das análises, o segmento das MPE está demitindo proporcionalmente menos, segundo análise feita pelo Sebrae, a partir de dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
1. O setor que mais sentiu a retração dos empregos foi a indústria de transformação, que dispensou 273,2 mil trabalhadores, dos quais 64% (175 mil) tiveram origem nas médias e grandes empresas e 36% nas micro e pequenas (98,2 mil).
2. As micro e pequenas empresas do setor do comércio, responsável por cerca de 23% do total de trabalhadores formais ocupados no Brasil, ao fim de dezembro de 2008 foram as únicas que apresentaram saldo positivo de trabalhadores no mês, responsáveis pelo saldo líquido de 7,5 mil postos de trabalho;
3. Já no setor dos serviços, as médias e grandes empresas apresentaram redução relativa de 0,9% no número de trabalhadores ocupados em dezembro, enquanto que nas micro e pequenas empresas a redução foi maior: 1,08%.
4. O setor agropecuário foi aquele no qual ocorreram as maiores reduções relativas de emprego no mês de dezembro e este comportamento afetou mais as médias e grandes empresas, que no mês registraram redução de 10,4% no efetivo de trabalhadores, enquanto que nas micro e pequenas a redução foi de 5,52%.
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03 de fevereiro de 2009 15:49
Emprego na indústria tem maior queda desde 2003
Redação SRZD | Economia
A indústria brasileira fechou o mês de dezembro com os piores resultados dos últimos seis anos. De acordo a pesquisa mensal do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o emprego na indústria caiu 2,2% em relação a novembro e as horas trabalhadas na produção caíram 13,9%.
Esses são os piores números da série histórica da CNI, iniciada em 2003. Apesar da queda nesses indicadores, o faturamento da indústria caiu menos (-4,3%) em relação ao mês anterior (-12,8%) na mesma comparação. Os dados não levam em consideração a sazonalidade do período.
Nos dados com ajuste, as horas trabalhadas também apresentam o pior resultado da série (-8%). O emprego teve a segunda maior queda (-0,5%). Já o faturamento voltou a crescer (1,4%), após a queda registrada no mês anterior (-11,1%).
Mais cedo, o IBGE divulgou os dados sobre a produção industrial, que teve em dezembro o pior resultado desde 1991.
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22 de janeiro de 2009
Desemprego em 2008 é o menor em seis anos
O nível de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país fechou 2008 em 7,9%, depois de alcançar 9,3% em 2007. O resultado é o menor já registrado desde 2002, quando começou a série histórica. Em dezembro, a taxa de desemprego foi de 6,8%. Na comparação com novembro (7,6%), houve queda de 0,8 ponto percentual, e de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior (7,4%). O resultado observado em dezembro também foi o menor para o mês, desde o início da série histórica, informa a Agência Brasil.
O número de pessoas desocupadas no mês, 1,6 milhão, recuou 11% em relação a novembro, e 6,3% na comparação com dezembro de 2007. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Emprego, divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa mostra ainda que o rendimento médio dos trabalhadores, de R$ 1.284,90, aumentou 0,5% quando comparada ao mês de novembro e 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em dezembro, os setores que mais contrataram, na comparação com o mesmo mês de 2007, foram educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (7,3%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (7,3%); e construção (6,5%).
A Pesquisa Mensal de Emprego é feita em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
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21 de janeiro de 2009
Nova lei e crise diminuem vagas de estágio
Do G1
A uma semana da lei do estágio (11.788/2008) completar quatro meses no país, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) e a Associação Brasileira de Estágios (Abres) divulgaram um novo balanço sobre a oferta de estágios. O número de vagas diminuiu 60% em dezembro em relação ao mês de setembro, quando a lei foi promulgada. A nova legislação foi implantada em 26 de setembro de 2008 e trouxe algumas mudanças significativas, como o tempo máximo de dois anos de contrato, a carga horária máxima de 6 horas, o recesso remunerado de 30 dias, além de concessão obrigatória de bolsa-auxílio e vale-transporte.
Além da lei do estágio, a queda é atribuída também à diminuição de vagas gerada pela crise econômica mundial. O presidente do Nube, Carlos Henrique Mencaci, afirma que o primeiro “apagão” aconteceu em outubro do ano passado com diminuição de 42% da oferta de vagas em relação a setembro. As vagas continuaram caindo nos meses posteriores, chegando a 60% de diminuição em dezembro - mês que normalmente já tem queda entre 10% e 30% devido ao término de contratos.
“Mas em 29 de dezembro foi um novo dia”, afirma Mencaci referindo-se à segunda-feira seguinte à publicação da cartilha esclarecendo dúvidas sobre a lei do estágio. “A cartilha explicou muitas questões e o medo [das empresas] em relação à lei terminou. Neste dia mandamos mais de 30 mil e-mails sobre vagas de estágio”, relembra o presidente do Nube.
Nos primeiros dias de 2009, entretanto, a oferta ainda era tímida: foram 18% a menos de vagas em relação a setembro, quando o esperado é um crescimento de 10% em relação ao mesmo mês devido à reposição natural dos estágios. Quando a comparação é feita com o ano passado a redução foi de cerca de 30%: 150 mil vagas devem ser ofertadas neste primeiro trimestre contra 220 mil abertas no começo de 2008.
A estudante Rosimeire Alves Barbosa, 25, que está no último ano da faculdade de marketing, foi afetada pelo corte de vagas. Moradora de Taubaté, ela largou um emprego fixo de nove anos e se mudou para São Paulo para começar a estagiar em uma empresa têxtil no dia 5 de janeiro. “Trabalhei o dia 5 e 6, e no dia 7 fui chamada e me avisaram que, em uma reunião na matriz, foi decidido que as filiais precisavam cortar custos por causa da crise, e eu fui demitida”, conta.
Como a filial era pequena, com cerca de cinco funcionários, apenas Rosimeire foi mandada embora. “Estagiário é mais barato, né?”, comenta. “Agora estou atirando para todo lado, correndo atrás e me cadastrando em sites”, afirma a estudante.
A assessoria de imprensa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou que ainda não tem uma estimativa sobre a oferta de estágios pois os contratos só devem ser renovados entre março e maio. Também questionada, a Associação Comercial de São Paulo não retornou a ligação.
Os estagiários do ensino médio
Segundo a Abres, em setembro existiam 1,1 milhão de estagiários no Brasil. Esse número caiu no final do ano para 1,04 milhão e agora são 900 mil estagiários no país. A queda de 200 mil vagas afetou, principalmente, os estudantes do ensino médio.
Antes da lei não havia limite para a contratação de estagiários. Agora, os alunos que estejam cursando o ensino médio não podem ultrapassar a proporção de 20% em empresas com mais de 25 empregados. A limitação não vale para estudantes do ensino superior e do nível médio profissional.
Apenas no primeiro mês após a implantação da lei, 40 mil estagiários do ensino médio foram demitidos em todo o país; no ensino superior, as demissões atingiram 20 mil. “Esta redução impactou principalmente a micro e a pequena empresa”, afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. Em empresas com até cinco empregados, é permitido apenas um estagiário; de seis a dez, dois. Para Mencaci, os estudantes de baixa renda foram os mais prejudicados já que a preocupação do governo era que, em empregos de baixa renda, o estudante ocupasse o lugar de um adulto.
Principais mudanças
“A principal mudança promovida pela lei foi a redução da carga horária, porque 80% dos estágios eram em tempo integral, de oito horas. Isso impacta na questão operacional das empresas”, afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. “A segunda mudança mais importante foram as férias, principalmente para os estudantes. Para as empresas isso significa um aumento de 8% nos custos, mas para os estudantes foi muito produtivo e pode até ajudar no rendimento escolar”, completa.
Apesar do cenário atual, o presidente do Nube acredita que, “a lei trouxe uma segurança jurídica para as empresas” e que, a longo prazo e com a economia restaurada, “a lei vai atuar de forma positiva no mercado”.
O estágio
Existem dois tipos de estágio: o obrigatório e o não-obrigatório. No obrigatório, o estágio é um pré-requisito para o aluno conseguir o diploma, já no não-obrigatório é uma atividade opcional do estudante. Entretanto, a partir da nova lei, o estágio não-obrigatório também deve constar no projeto pedagógico da escola ou universidade.
O estágio não é considerado uma relação de emprego, mas sim um “ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho”, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Para fazer um estágio, o estudante precisa estar matriculado e frequentar regularmente o curso. Necessariamente precisa haver um termo de compromisso firmado entre o aluno, o empregador e a instituição de ensino.
Não existe um piso salarial para a categoria. Para os estágios obrigatórios, a remuneração é facultativa; para os não-obrigatórios, deve haver uma bolsa-auxílio ou outra forma de contraprestação. Segundo levantamento do Nube, feito com 15 mil estagiários em abril do ano passado, os estagiários de engenharia são os mais bem pagos, com salário médio de R$ 1.469,00. Com nível médio técnico, os estudantes de telecomunicações recebem R$ 514,00, em média. Com a diminuição da carga horária, o Nube estima que os estudantes sofram uma redução de 25% na remuneração.
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19 de janeiro de 2009 - 12h09
Lula discutirá medidas contra demissões em reunião com centrais sindicais.
Centrais sindicais devem pedir a ele iniciativas para garantir o emprego.
Presidente quer balanço para saber quais setores estão demitindo mais.
Do G1, com informações da Globo News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne, no fim da tarde desta segunda-feira (19) com representantes de seis centrais sindicais para discutir medidas para conter demissões devido à crise financeira global.
Os sindicalistas estão preocupados com a onda de demissões e querem uma intervenção do governo para garantir os postos de trabalho.
Na semana passada, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, chegou a propor que o governo só concedesse novos financiamentos com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para as empresas que garantissem o emprego de todos os funcionários.
A proposta foi duramente criticada pelos empresários e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) reuniu os principais industriais do estado e afirmou que o melhor caminho para dar garantia de empregos é a redução da jornada de trabalho e dos salários dos funcionários, pelo menos durante o período mais agudo dos efeitos da crise internacional no Brasil.
Lupi
Lula também deverá ter um encontro com Lupi nesta segunda. O ministro do Trabalho e Emprego receberá em primeira mão os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), relatório feito pelo governo com informações enviadas pela indústria e comércio de dezembro e do ano passado.
Na semana passada, Lula pediu ao ministro que preparasse um balanço específico para saber quais setores da economia mais estão demitindo.
Segundo o ministro, de posse dos números Lula deve decidir que medidas podem ser adotadas para impedir o desemprego em massa o país. O governo já está trabalhando há algumas semanas num conjunto de medidas para manter aquecido o setor da construção civil. Essas mudanças devem ser anunciadas ainda nesta semana pelo governo.
Entre janeiro a novembro a geração de empregos formais no país bateu um recorde e foram criadas mais de 2,1 milhões de vagas com carteira assinada, o que representou um aumento de aproximadamente 7,2% em relação total de postos de trabalho em dezembro de 2007. Contudo, o governo teme os efeitos da crise sobre o emprego e o ministro Lupi já disse que espera um número muito alto de desligamentos em dezembro.
Tradicionalmente, segundo ele, são fechadas cerca de 300 mil vagas no último mês do ano. Dessa vez, a expectativa no governo é que esse número seja quase o dobro.
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19 de janeiro de 2009
Brasil registra redução em geração de empregos formais em 2008
Da EFE
Brasília, 19 jan (EFE).- O Brasil registrou no ano passado 1,45 milhão de novos postos de trabalho formais, uma redução na geração de emprego de 10,2% a respeito de 2007, divulgou hoje o Registro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
O organismo estatal, em seu relatório anual, destacou as perdas de novos empregos formais em novembro e dezembro, que incidiram no balanço geral.
Entre janeiro e outubro, antes do agravamento da crise financeira global, tinham sido criados 2,1 milhões de postos formais de emprego.
Em novembro se perderam 40.000 novos postos de trabalho e esse número subiu drasticamente em dezembro para 652.000.
Em 2007, com um recorde histórico anual, foram criados 1,61 milhão de empregos no país e o registro de 2008 foi também inferior ao de 2004, quando foram abertos 1,52 milhão de novos postos de trabalho.
Ao comentar os resultados, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi afirmou que o Governo mantém para 2009 a meta de criar 1,5 milhão de empregos.
Lupi considerou que os meses de janeiro e fevereiro, tradicionalmente “fracos” na geração de emprego, vão ter novas vagas.
“O grande foco é a indústria de transformação”, afirmou o ministro, destacando a redução de impostos dada pelo Governo brasileiro para a compra de automóveis novos e usados.
O ministro disse que o Banco Central reduzirá ainda mais a taxa básica de juros Selic, para ajudar uma recuperação econômica e enfrentar a crise.
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19 de janeiro de 2009
Comércio fecha 15 mil vagas em dezembro
do G1
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério do Trabalho, revelam que houve o fechamento de 654 mil empregos com carteira assinada no mês de dezembro. “Já é um efeito forte da crise”, avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Este é o pior resultado desde maio de 1999, quando tem início a série histórica disponbilizada pelo governo. Até o momento, o pior desempenho do emprego formal havia sido registrado em dezembro de 2004, quando houve o fechamento de 352 mil vagas formais de trabalho.
O Ministério do Trabalho lembra que os meses de dezembro tradicionalmente já apresentam fechamento de vagas. De acordo com os números da série histórica, porém, normalmente o resultado fica negativo entre 225 mil e cerca de 350 mil. Em 2008, porém, o cenário ficou pior por conta da crise financeira internacional, que está diminuindo o nível da atividade econômica.
Setores
Somente a indústria de transformação foi a responsável pelo fechamento de 273 mil vagas em dezembro, ou seja, foi o setor que mais demitiu no mês passado. “A indústria é o setor mais afetado pela crise, pelo alto estoque e pelas contratações realizadas ao longo de 2008”, explicou Lupi.
O setor de Serviços, porém, fechou 117 mil vagas em dezembro, a construção civil demitiu 82,4 mil pessoas, enquanto o Comércio fechou 15 mil vagas. Já a agropecuária demitiu 134 mil pessoas em dezembro. “Todos os setores fecharam vagas em dezembro”, notou o ministro Lupi.
Acumulado de 2008
Os dados do Caged mostram ainda que o resultado de dezembro prejudicou os números de todo o ano passado. No acumulado de janeiro a outubro, foram criados mais de 2,1 milhões de postos formais de emprego.
Com a queda de 40 mil vagas em novembro, e de outros 652 mil em dezembro, o número de empregos criados em todo o ano passado recuou para 1,45 milhão de vagas no ano de 2008 fechado.
Contra o ano de 2007, quando foram criadas 1,61 milhão de empregos com carteira assinada, ainda recorde histórico, houve uma queda de 10,2%. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também foi registrado recuo frente ao ano de 2004, quando foram abertas 1,52 milhão de vagas formais.