18 de maio de 2009
Em abril, país teve criação de 106,2 mil vagas formais de trabalho
No ano, até agora, foram criadas 48,4 mil vagas.
Emprego na indústria de transformação também cresceu.
Por Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, divulgou nesta segunda-feira (18) os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), que mostram uma recuperação do mercado de trabalho. O saldo de empregos em abril ficou em 106,205 mil, bem superior ao saldo registrado em março, de 34,818 mil novas vagas formais criadas no país.
Pela primeira vez no ano, a diferença entre criações de vagas e demissões ficou positiva. O número de demissões de janeiro, 101,748 mil, foi vencido pelo saldo dos meses de fevereiro março e abril. Nos quatro primeiros meses do ano, foram criadas no país 48,4 mil vagas de empregos formais. O número é bem menor que os 797,5 mil postos de trabalho com carteira assinada fechados entre os meses de novembro de 2008 e janeiro deste ano, segundo dados do Caged divulgados em fevereiro.
“Nós somos o primeiro país do G-20 a ter saldo positivo de emprego. Isso porque eu não considero a China, que não tem um sistema confiável de medição”, analisou o ministro. Indústria de transformação teve resultado positivo pequeno de 183 novas vagas.
Setores
Os seis principais setores da atividade econômica registraram no mês de abril, pela primeira vez no ano, um resultado positivo de emprego. De acordo com os dados do Caged, o segmento de serviços foi o que teve o melhor resultado absoluto em abril e foram criados 59,279 mil novos postos de trabalho. No ano, o saldo do setor está em em mais de 168,5 mil vagas.
A construção civil voltou a apresentar resultado positivo de admissões em abril. Nesse segmento foram criados 13,338 mil novos postos de trabalho no mês passado. No ano, o saldo é de mais de 43,6 mil empregos formais.
Na agricultura, o resultado também foi positivo em abril e foram criadas 22,684 mil novas vagas. Essa geração de novos postos fez o nível de empregos formais ficar positivo no setor pela primeira vez no ano em mais de 18,7 mil vagas.
Na administração pública também houve mais admissões do que demissões. O saldo foi de 5,032 mil novos postos de trabalho formais. No ano, o saldo é de 28,8 mil vagas.
A indústria de transformação registrou pela primeira vez crescimento no número de empregos. Em abril, houve criação de 183 novos postos de trabalho formal. Contudo, o desempenho do setor no ano tem déficit de 147,1 mil postos formais de trabalho.
No comércio, o mês de abril registrou saldo de 5,647 mil novas vagas. No ano, o segmento ainda apresenta redução do nível de emprego, de 65,1 mil postos de trabalho.
“Esse mês de abril consolida minha previsão de crescimento do emprego. Eu acredito que, no final do ano, serão gerados mais de um milhão de empregos no ano e crescimento do PIB entre 2% e 3%. Eu acredito que todos os setores da economia já estão dando uma resposta. E insisto, o Caged é o registro de todos os celetistas no Brasil, não é palpite, não é pesquisa e não é projeção”, avaliou Lupi.
Regiões
Das 27 unidades da federação, em nove ainda há déficit de empregos formais. Nos outros 18 estados, o resultado é positivo. São Paulo é o estado que teve o melhor saldo em abril, com a criação de 72,022 mil novas vagas.
Apenas a região Nordeste, segundo os números do Caged, ainda mostra uma redução do mercado de trabalho. Nos estados dessa região, foram fechadas mais de 24,6 mil vagas em abril. Segundo o Ministério do Trabalho, o déficit tem a ver com fatores sazonais relacionados à agroindústria.
No Norte, houve a criação de 652 vagas formais. O melhor resultado na região foi em Rondônia, onde foram criadas mais de 2,079 mil novas vagas. Lupi disse que o resultado positivo se deve principalmente ao início das obras na usina de Jirau, no rio Madeira.
O Sudeste puxou o crescimento do emprego formal no país e registrou a criação de mais de 99 mil novos postos. Todos os estados dessa região tiveram resultado positivo de emprego. Segundo os dados do Caged, São Paulo foi o que apresentou melhor resultado, onde foram criados mais de 72 mil novos empregos. Em Minas Gerais, foram abertas 15,602 mil novas vagas.
No Sul, o saldo foi de 11,708 mil admissões. O melhor resultado ocorreu no Paraná, onde o houve a criação de 7,937 mil novos empregos com carteira assinada. Todos os estados da região tiveram resultado positivo.
Na região Centro-Oeste, o resultado também foi positivo em 19,402 mil postos. O melhor desempenho do mercado de emprego foi em Goiás, onde foram abertas 14,662 mil novas vagas.
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12 de março de 2009
Emprego na indústria cai 1,3% em janeiro, na quarta queda mensal
Queda foi verificada na comparação com o mês de dezembro de 2008.
Desde setembro, emprego industrial acumula queda de 3,9%, diz IBGE.
Do G1, em São Paulo
O emprego na indústria nacional registrou queda de 1,3% em janeiro na comparação com o mês anterior, na quarta queda mensal consecutiva nessa base de comparação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Frente a janeiro de 2008, a queda foi de 2,5%, a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2001. No acumulado em 12 meses, a alta de 1,6% foi a menor desde 2007. Desde setembro do ano passado, o emprego industrial acumula queda de 3,9%.
Em janeiro, o contingente de trabalhadores reduziu-se em 2,5% na comparação com o mesmo mês de 2008. As reduções do emprego em São Paulo (-2,1%), região Norte e Centro-Oeste (-4,5%), Paraná (-4,5%) e Santa Catarina (-3,5%) exerceram as pressões mais significativas no total do país.
Por setor, os principais impactos negativos na média global foram vestuário (-8,2%), calçados e artigos de couro (-10,3%) e madeira (-13,3%).
Horas pagas e folha de pagamento
De acordo com o IBGE, o número de horas pagas pelas indústrias registrou queda pela quarta vez consecutiva, acumulando baixa de 5,3%. Houve queda tanto em relação ao mês anterior (-1,8%) quanto em relação ao mesmo mês do ano anterior (-3,6%).
No confronto com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas recuou 3,6% em janeiro de 2009, menor taxa da série histórica iniciada em 2001.
A folha de pagamento real sofreu queda de 1,2% frente a dezembro de 2008 (com ajuste sazonal), mas avançou 1,2% sobre janeiro de 2008, sendo este o menor resultado desde dezembro de 2006 (0,5%).
Também em janeiro, o valor da folha de pagamento real da indústria, descontando os efeitos sazonais, recuou 1,2% em relação a dezembro passado, o quarto resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 4,5%.
Em relação a janeiro de 2008, o valor total da folha de pagamento aumentou 1,2%, mas registrou o menor resultado desde dezembro de 2006 (0,5%).
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06 de março de 2009
Homens perdem mais empregos
por Paulo Moreira Leite
Em 8 de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, será preciso fazer um ajuste na lista de reivindicações.
A idéia de que as mulheres sempre sofrem mais do que os homens já não vale para o mercado de trabalho. Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho, ligada a ONU, mostra que se desemprego atinge níveis pavarosos e alcança todo mundo, os homens estão perdendo mais empregos do que as mulheres.
No mundo inteiro, diz a OIT, o desemprego masculino cresceu 1.1 pontos em 2008. Já o desemprego feminino aumentou 0.8 pontos. Em alguns países, essa diferença é brutal.
Se foram suprimidos 2,9 milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos, no ano passado, 2,3 milhões eram ocupados por homens — e 600 000 por mulheres.
Na França, o desemprego entre os homens cresceu seis vezes mais que o desemprego entre mulheres.
A explicação da OIT é econômica: os homens ocupam a maioria das vagas em setores que foram mais atingidos pela crise, como mineração, industria, energia e construção. As mulheres tem a maioria dos postos na áreas de serviços, educação e saúde — que, até o momento, foram menos atingidos pela crise.
Na maioria dos países, a porcentagem de mulheres sem emprego é maior que a de homens. Mas essa diferença tende a diminuir, se a crise seguir no mesmo ritmo de hoje.
Essa notícia é uma surpresa ruim tanto para homens como para mulheres. A idéia de igualdade sempre veio acompanhada por uma visão de progresso — não de carência e regressão social. A igualdade de direitos e deveres entre os gêneros é uma meta do século XX, e é surpreendente que não seja uma realização completa.
Na maioria dos países, os homens ainda tem um salário superior ao das mulheres. Ao demitir os salários mais altos, a crise irá provocar um sofrimento maior na maioria das familias onde marido e mulher trabalham.
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27 de fevereiro de 2009 08:48
Cresce o nível de emprego em Rondônia
O Superintendente da Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia, Ruy Motta, em entrevista à imprensa informou que segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED cresceu o nível de emprego no Estado de Rondônia.
Conforme os dados do CAGED, a síntese do comportamento do mercado de trabalho formal no Estado de Rondônia, em janeiro de 2009, foram gerados 1.060 empregos celetistas, equivalente à expansão de 0,63% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Vale observar, que este resultado foi o melhor da serie do CAGED e também, da Região Norte. Nos últimos 12 meses, verificou-se crescimento de 3,64% no nível de emprego ou +5.905 postos de trabalho em Rondônia.
O comportamento do emprego segundo setores de atividade econômica, o maior crescimento foi na área da construção civil, tendo 748 registros de empregos no mês de janeiro.
“O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED foi criado pelo Governo Federal, através da Lei nº 4.923/65, que instituiu o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Este Cadastro Geral serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais, e também, é utilizado, ainda, pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais”, explicou Ruy Motta.
Fonte: Rondonoticias
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09 de fevereiro de 2009
Pequenas apertam os cintos para evitar demissões
O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, economista Carlos Alberto dos Santos, alerta para certos cuidados que devem ser tomados nas análises dos números recentes sobre a evolução do nível de ocupação, levando-se em conta empresas formais de vários portes, informa a Agência Sebrae de Notícias.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, em dezembro de 2008 foram eliminados 655 mil postos de trabalho, um indicativo de que as empresas estão se ajustando às novas expectativas quanto à demanda interna e externa, em função da crise financeira global. Do total de demissões, 407,3 mil (62,2%) referem-se a médias e grandes empresas. Micro e pequenas representam 97% do universo de empresas brasileiras.
Um ponto importante a ser considerado é que a maioria dos pequenos negócios são unidades produtivas ou prestadoras de serviços com poucos empregados que não sejam da família do proprietario. Essa força de trabalho não pode ser vista apenas como custo variável, os primeiros a serem cortados, quando há uma retração da demanda.
“Nem sempre os pequenos negócios podem ser analisados pelos mesmo parâmetros das empresas de médio e grande porte”, afirma. Segundo o diretor, uma redução de custos em um pequeno negócio acontece, quase sempre, “apertando-se os cintos”, reduzindo as retiradas do proprietário. Outros pontos que devem ser considerados: as dispensas feitas por grandes empresas são massivas, quase sempre localizadas e, por isso mesmo, rendem manchetes na mídia. O que provocam a ideia de que se espalha de forma igual por todos os segmentos produtivos e portes de empresas.
Mesmo levando-se em conta o critério de número de empregados e não o de faturamento, para enquadramento de empresas como micro e pequenas, o que provoca grandes distorções na maioria das análises, o segmento das MPE está demitindo proporcionalmente menos, segundo análise feita pelo Sebrae, a partir de dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
1. O setor que mais sentiu a retração dos empregos foi a indústria de transformação, que dispensou 273,2 mil trabalhadores, dos quais 64% (175 mil) tiveram origem nas médias e grandes empresas e 36% nas micro e pequenas (98,2 mil).
2. As micro e pequenas empresas do setor do comércio, responsável por cerca de 23% do total de trabalhadores formais ocupados no Brasil, ao fim de dezembro de 2008 foram as únicas que apresentaram saldo positivo de trabalhadores no mês, responsáveis pelo saldo líquido de 7,5 mil postos de trabalho;
3. Já no setor dos serviços, as médias e grandes empresas apresentaram redução relativa de 0,9% no número de trabalhadores ocupados em dezembro, enquanto que nas micro e pequenas empresas a redução foi maior: 1,08%.
4. O setor agropecuário foi aquele no qual ocorreram as maiores reduções relativas de emprego no mês de dezembro e este comportamento afetou mais as médias e grandes empresas, que no mês registraram redução de 10,4% no efetivo de trabalhadores, enquanto que nas micro e pequenas a redução foi de 5,52%.
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03 de fevereiro de 2009 15:49
Emprego na indústria tem maior queda desde 2003
Redação SRZD | Economia
A indústria brasileira fechou o mês de dezembro com os piores resultados dos últimos seis anos. De acordo a pesquisa mensal do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o emprego na indústria caiu 2,2% em relação a novembro e as horas trabalhadas na produção caíram 13,9%.
Esses são os piores números da série histórica da CNI, iniciada em 2003. Apesar da queda nesses indicadores, o faturamento da indústria caiu menos (-4,3%) em relação ao mês anterior (-12,8%) na mesma comparação. Os dados não levam em consideração a sazonalidade do período.
Nos dados com ajuste, as horas trabalhadas também apresentam o pior resultado da série (-8%). O emprego teve a segunda maior queda (-0,5%). Já o faturamento voltou a crescer (1,4%), após a queda registrada no mês anterior (-11,1%).
Mais cedo, o IBGE divulgou os dados sobre a produção industrial, que teve em dezembro o pior resultado desde 1991.
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22 de janeiro de 2009
Desemprego em 2008 é o menor em seis anos
O nível de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país fechou 2008 em 7,9%, depois de alcançar 9,3% em 2007. O resultado é o menor já registrado desde 2002, quando começou a série histórica. Em dezembro, a taxa de desemprego foi de 6,8%. Na comparação com novembro (7,6%), houve queda de 0,8 ponto percentual, e de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior (7,4%). O resultado observado em dezembro também foi o menor para o mês, desde o início da série histórica, informa a Agência Brasil.
O número de pessoas desocupadas no mês, 1,6 milhão, recuou 11% em relação a novembro, e 6,3% na comparação com dezembro de 2007. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Emprego, divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa mostra ainda que o rendimento médio dos trabalhadores, de R$ 1.284,90, aumentou 0,5% quando comparada ao mês de novembro e 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em dezembro, os setores que mais contrataram, na comparação com o mesmo mês de 2007, foram educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (7,3%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (7,3%); e construção (6,5%).
A Pesquisa Mensal de Emprego é feita em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
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21 de janeiro de 2009
Nova lei e crise diminuem vagas de estágio
Do G1
A uma semana da lei do estágio (11.788/2008) completar quatro meses no país, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) e a Associação Brasileira de Estágios (Abres) divulgaram um novo balanço sobre a oferta de estágios. O número de vagas diminuiu 60% em dezembro em relação ao mês de setembro, quando a lei foi promulgada. A nova legislação foi implantada em 26 de setembro de 2008 e trouxe algumas mudanças significativas, como o tempo máximo de dois anos de contrato, a carga horária máxima de 6 horas, o recesso remunerado de 30 dias, além de concessão obrigatória de bolsa-auxílio e vale-transporte.
Além da lei do estágio, a queda é atribuída também à diminuição de vagas gerada pela crise econômica mundial. O presidente do Nube, Carlos Henrique Mencaci, afirma que o primeiro “apagão” aconteceu em outubro do ano passado com diminuição de 42% da oferta de vagas em relação a setembro. As vagas continuaram caindo nos meses posteriores, chegando a 60% de diminuição em dezembro - mês que normalmente já tem queda entre 10% e 30% devido ao término de contratos.
“Mas em 29 de dezembro foi um novo dia”, afirma Mencaci referindo-se à segunda-feira seguinte à publicação da cartilha esclarecendo dúvidas sobre a lei do estágio. “A cartilha explicou muitas questões e o medo [das empresas] em relação à lei terminou. Neste dia mandamos mais de 30 mil e-mails sobre vagas de estágio”, relembra o presidente do Nube.
Nos primeiros dias de 2009, entretanto, a oferta ainda era tímida: foram 18% a menos de vagas em relação a setembro, quando o esperado é um crescimento de 10% em relação ao mesmo mês devido à reposição natural dos estágios. Quando a comparação é feita com o ano passado a redução foi de cerca de 30%: 150 mil vagas devem ser ofertadas neste primeiro trimestre contra 220 mil abertas no começo de 2008.
A estudante Rosimeire Alves Barbosa, 25, que está no último ano da faculdade de marketing, foi afetada pelo corte de vagas. Moradora de Taubaté, ela largou um emprego fixo de nove anos e se mudou para São Paulo para começar a estagiar em uma empresa têxtil no dia 5 de janeiro. “Trabalhei o dia 5 e 6, e no dia 7 fui chamada e me avisaram que, em uma reunião na matriz, foi decidido que as filiais precisavam cortar custos por causa da crise, e eu fui demitida”, conta.
Como a filial era pequena, com cerca de cinco funcionários, apenas Rosimeire foi mandada embora. “Estagiário é mais barato, né?”, comenta. “Agora estou atirando para todo lado, correndo atrás e me cadastrando em sites”, afirma a estudante.
A assessoria de imprensa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou que ainda não tem uma estimativa sobre a oferta de estágios pois os contratos só devem ser renovados entre março e maio. Também questionada, a Associação Comercial de São Paulo não retornou a ligação.
Os estagiários do ensino médio
Segundo a Abres, em setembro existiam 1,1 milhão de estagiários no Brasil. Esse número caiu no final do ano para 1,04 milhão e agora são 900 mil estagiários no país. A queda de 200 mil vagas afetou, principalmente, os estudantes do ensino médio.
Antes da lei não havia limite para a contratação de estagiários. Agora, os alunos que estejam cursando o ensino médio não podem ultrapassar a proporção de 20% em empresas com mais de 25 empregados. A limitação não vale para estudantes do ensino superior e do nível médio profissional.
Apenas no primeiro mês após a implantação da lei, 40 mil estagiários do ensino médio foram demitidos em todo o país; no ensino superior, as demissões atingiram 20 mil. “Esta redução impactou principalmente a micro e a pequena empresa”, afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. Em empresas com até cinco empregados, é permitido apenas um estagiário; de seis a dez, dois. Para Mencaci, os estudantes de baixa renda foram os mais prejudicados já que a preocupação do governo era que, em empregos de baixa renda, o estudante ocupasse o lugar de um adulto.
Principais mudanças
“A principal mudança promovida pela lei foi a redução da carga horária, porque 80% dos estágios eram em tempo integral, de oito horas. Isso impacta na questão operacional das empresas”, afirma Carlos Henrique Mencaci, presidente do Nube. “A segunda mudança mais importante foram as férias, principalmente para os estudantes. Para as empresas isso significa um aumento de 8% nos custos, mas para os estudantes foi muito produtivo e pode até ajudar no rendimento escolar”, completa.
Apesar do cenário atual, o presidente do Nube acredita que, “a lei trouxe uma segurança jurídica para as empresas” e que, a longo prazo e com a economia restaurada, “a lei vai atuar de forma positiva no mercado”.
O estágio
Existem dois tipos de estágio: o obrigatório e o não-obrigatório. No obrigatório, o estágio é um pré-requisito para o aluno conseguir o diploma, já no não-obrigatório é uma atividade opcional do estudante. Entretanto, a partir da nova lei, o estágio não-obrigatório também deve constar no projeto pedagógico da escola ou universidade.
O estágio não é considerado uma relação de emprego, mas sim um “ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho”, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Para fazer um estágio, o estudante precisa estar matriculado e frequentar regularmente o curso. Necessariamente precisa haver um termo de compromisso firmado entre o aluno, o empregador e a instituição de ensino.
Não existe um piso salarial para a categoria. Para os estágios obrigatórios, a remuneração é facultativa; para os não-obrigatórios, deve haver uma bolsa-auxílio ou outra forma de contraprestação. Segundo levantamento do Nube, feito com 15 mil estagiários em abril do ano passado, os estagiários de engenharia são os mais bem pagos, com salário médio de R$ 1.469,00. Com nível médio técnico, os estudantes de telecomunicações recebem R$ 514,00, em média. Com a diminuição da carga horária, o Nube estima que os estudantes sofram uma redução de 25% na remuneração.
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19 de janeiro de 2009 - 12h09
Lula discutirá medidas contra demissões em reunião com centrais sindicais.
Centrais sindicais devem pedir a ele iniciativas para garantir o emprego.
Presidente quer balanço para saber quais setores estão demitindo mais.
Do G1, com informações da Globo News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne, no fim da tarde desta segunda-feira (19) com representantes de seis centrais sindicais para discutir medidas para conter demissões devido à crise financeira global.
Os sindicalistas estão preocupados com a onda de demissões e querem uma intervenção do governo para garantir os postos de trabalho.
Na semana passada, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, chegou a propor que o governo só concedesse novos financiamentos com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para as empresas que garantissem o emprego de todos os funcionários.
A proposta foi duramente criticada pelos empresários e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) reuniu os principais industriais do estado e afirmou que o melhor caminho para dar garantia de empregos é a redução da jornada de trabalho e dos salários dos funcionários, pelo menos durante o período mais agudo dos efeitos da crise internacional no Brasil.
Lupi
Lula também deverá ter um encontro com Lupi nesta segunda. O ministro do Trabalho e Emprego receberá em primeira mão os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), relatório feito pelo governo com informações enviadas pela indústria e comércio de dezembro e do ano passado.
Na semana passada, Lula pediu ao ministro que preparasse um balanço específico para saber quais setores da economia mais estão demitindo.
Segundo o ministro, de posse dos números Lula deve decidir que medidas podem ser adotadas para impedir o desemprego em massa o país. O governo já está trabalhando há algumas semanas num conjunto de medidas para manter aquecido o setor da construção civil. Essas mudanças devem ser anunciadas ainda nesta semana pelo governo.
Entre janeiro a novembro a geração de empregos formais no país bateu um recorde e foram criadas mais de 2,1 milhões de vagas com carteira assinada, o que representou um aumento de aproximadamente 7,2% em relação total de postos de trabalho em dezembro de 2007. Contudo, o governo teme os efeitos da crise sobre o emprego e o ministro Lupi já disse que espera um número muito alto de desligamentos em dezembro.
Tradicionalmente, segundo ele, são fechadas cerca de 300 mil vagas no último mês do ano. Dessa vez, a expectativa no governo é que esse número seja quase o dobro.
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19 de janeiro de 2009
Brasil registra redução em geração de empregos formais em 2008
Da EFE
Brasília, 19 jan (EFE).- O Brasil registrou no ano passado 1,45 milhão de novos postos de trabalho formais, uma redução na geração de emprego de 10,2% a respeito de 2007, divulgou hoje o Registro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
O organismo estatal, em seu relatório anual, destacou as perdas de novos empregos formais em novembro e dezembro, que incidiram no balanço geral.
Entre janeiro e outubro, antes do agravamento da crise financeira global, tinham sido criados 2,1 milhões de postos formais de emprego.
Em novembro se perderam 40.000 novos postos de trabalho e esse número subiu drasticamente em dezembro para 652.000.
Em 2007, com um recorde histórico anual, foram criados 1,61 milhão de empregos no país e o registro de 2008 foi também inferior ao de 2004, quando foram abertos 1,52 milhão de novos postos de trabalho.
Ao comentar os resultados, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi afirmou que o Governo mantém para 2009 a meta de criar 1,5 milhão de empregos.
Lupi considerou que os meses de janeiro e fevereiro, tradicionalmente “fracos” na geração de emprego, vão ter novas vagas.
“O grande foco é a indústria de transformação”, afirmou o ministro, destacando a redução de impostos dada pelo Governo brasileiro para a compra de automóveis novos e usados.
O ministro disse que o Banco Central reduzirá ainda mais a taxa básica de juros Selic, para ajudar uma recuperação econômica e enfrentar a crise.
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19 de janeiro de 2009
Comércio fecha 15 mil vagas em dezembro
do G1
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério do Trabalho, revelam que houve o fechamento de 654 mil empregos com carteira assinada no mês de dezembro. “Já é um efeito forte da crise”, avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Este é o pior resultado desde maio de 1999, quando tem início a série histórica disponbilizada pelo governo. Até o momento, o pior desempenho do emprego formal havia sido registrado em dezembro de 2004, quando houve o fechamento de 352 mil vagas formais de trabalho.
O Ministério do Trabalho lembra que os meses de dezembro tradicionalmente já apresentam fechamento de vagas. De acordo com os números da série histórica, porém, normalmente o resultado fica negativo entre 225 mil e cerca de 350 mil. Em 2008, porém, o cenário ficou pior por conta da crise financeira internacional, que está diminuindo o nível da atividade econômica.
Setores
Somente a indústria de transformação foi a responsável pelo fechamento de 273 mil vagas em dezembro, ou seja, foi o setor que mais demitiu no mês passado. “A indústria é o setor mais afetado pela crise, pelo alto estoque e pelas contratações realizadas ao longo de 2008”, explicou Lupi.
O setor de Serviços, porém, fechou 117 mil vagas em dezembro, a construção civil demitiu 82,4 mil pessoas, enquanto o Comércio fechou 15 mil vagas. Já a agropecuária demitiu 134 mil pessoas em dezembro. “Todos os setores fecharam vagas em dezembro”, notou o ministro Lupi.
Acumulado de 2008
Os dados do Caged mostram ainda que o resultado de dezembro prejudicou os números de todo o ano passado. No acumulado de janeiro a outubro, foram criados mais de 2,1 milhões de postos formais de emprego.
Com a queda de 40 mil vagas em novembro, e de outros 652 mil em dezembro, o número de empregos criados em todo o ano passado recuou para 1,45 milhão de vagas no ano de 2008 fechado.
Contra o ano de 2007, quando foram criadas 1,61 milhão de empregos com carteira assinada, ainda recorde histórico, houve uma queda de 10,2%. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também foi registrado recuo frente ao ano de 2004, quando foram abertas 1,52 milhão de vagas formais.
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Alagoas, 18 de janeiro de 2009
Alagoas projeta 20 mil novos empregos até 2010
Alagoas tenta superar a crise mundial, e na corrente contrária aos níveis de desemprego no país, entre o final de 2008 e o começo de 2009, investidores e governo projetam novos empreendimentos privados e públicos, e conseqüentemente novos postos de trabalho. De acordo com números apurados em secretarias de Estado, novos investidores hoteleiros e industriais e governo federal (PAC), Alagoas projeta até 2010 a criação de mais de 20 mil novos postos de trabalho.
Número que pode ficar ainda maior, se a Construção Civil manter os 12 mil empregos gerados em 2008, e a Agência do Trabalhador, da Secretaria de Trabalho, confirmar ou manter as 19 mil vagas garantidas no mercado de trabalho, como aconteceu em 2008.
No setor hoteleiro, por exemplo, serão 5.019 novas vagas até 2010, com a chegada de 30 novos hotéis, de acordo com o anunciado pelos próprios investidores à Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
As oito obras de grande porte que estão sendo tocadas pelo Estado, com investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e contrapartida do governo, nas áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, habitação e urbanização, já empregam, até esse mês de janeiro, 1.690 trabalhadores. Na capital, obras de esgotamento sanitário da orla, urbanização de favelas, recuperação do Distrito Industrial e construção de casas no conjunto Paulo Bandeira, somam mais 1.380 postos de trabalho.
O número de empregos em obras públicas deve aumentar este semestre com a aceleração do ritmo da finalização da barragem do Bálsamo e adutora Helenildo Ribeiro; o Canal do Sertão; o terminal rodoviário de Arapiraca, restauração de estradas e a duplicação da AL 101.
Novas empresas — A instalação de empreendimentos tem sido uma das grandes responsáveis pela abertura de novas vagas de emprego. Até o final de 2009, mais 2.832 pessoas vão estar empregadas graças à chegada de 22 novas empresas. Mas essa quantidade de postos de trabalho é referente apenas aos empregos diretos a serem gerados, sendo que a estimativa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística é a de que o número de empregos indiretos seja de 4 a 5 vezes maior em relação aos empregos diretos gerados.
O eletricista Josenildo da Silva Tavares, 32 anos, conseguiu uma oportunidade depois de passar cinco meses à margem do mercado. Trabalhando há três meses, ele conta que já tinha tentado um emprego em vários lugares, até que preencheu uma das 44 vagas ofertadas pela fábrica Mili.
Aos 25 anos, Deivison Quirino de Macedo havia deixado currículo em vários lugares e já tinha perdido a esperança de conseguir um emprego. Mas o que parecia distante se tornou realidade há cerca de 1 mês, quando ele foi chamado para trabalhar na fábrica Mili, considerada uma das maiores empresas brasileiras no segmento de higiene e limpeza e que entrou em funcionamento em Alagoas em meados de 2008.
Cinco anos depois de iniciar a busca pelo primeiro emprego, Deivison hoje se diz realizado. “Eu mandei currículo para vários lugares, mas a única coisa que conseguia era promessa. Depois de passar cinco anos em busca de uma oportunidade, finalmente consegui o meu primeiro emprego. Estou muito feliz”, destacou o jovem, que é casado, tem uma filha de 2 anos e atualmente trabalha como operador na Mili.
De acordo com projeções do Sindicato da Construção Civil, apesar da crise ter atingido o setor, o mercado vai continuar crescendo em virtude dos planos de compra de imóveis anunciados pelo governo federal.
“Isto significa que nossa rede de 120 construtoras vão continuar gerando em média 15 mil empregos diretos, com a perspectiva de novas contratações esse ano”, adianta o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscom), Marcos Buarque de Holanda.
Agência do Trabalhador - Mas não é somente os setores produtivos e de infra-estrutura pública a privada que estão criando novas oportunidades de emprego. Por meio da Agência do Trabalhador, muitas pessoas estão conseguindo a vaga tão desejada.
Dados da Secretaria de Estado do Trabalho, do Emprego e da Renda apontam que uma média de 19 mil pessoas deixa a lista dos desempregados anualmente em Alagoas, graças ao cadastro das 14 Centrais de Atendimento existentes no Estado. Nelas, as pessoas recebem qualificação e, ao surgir uma oportunidade de emprego, são encaminhadas para participar da seleção. Até 2010, a expectativa é a de que 72 mil pessoas sejam intermediadas e consigam emprego por meio da agência.
“O nosso lema é abrir a porta para as pessoas que querem entrar no mercado de trabalho”, destacou o secretário de Estado do Trabalho, Régis Cavalcante, lembrando que somente em 2008, 17.841 pessoas foram inseridas no mercado de trabalho em Alagoas.
Há um ano desempregado, Edner Sampaio, 36 anos, foi uma das pessoas que conseguiu uma oportunidade de emprego graças à chegada de uma indústria. Em seu segundo dia de trabalho, ele não escondia a felicidade de estar inserido no mercado de trabalho. “Entrei o ano novo com emprego novo. Antes fazia ‘bico’ e agora estou com a carteira assinada e trabalhando em uma grande fábrica que só tende a crescer. Está sendo maravilhoso para mim”, disse entusiasmado.
Ainda este ano, a Secretaria de Estado do Trabalho vai implantar a Central de Autônomos de Alagoas, onde as pessoas que estejam precisando de serviços, como de encanador, faxineiro e pintor, vão poder entrar em contato com a Central, que encaminhará o trabalhador já qualificado. “Esses trabalhadores terão um selo de qualidade dado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho”, falou Régis Cavalcante.
Por meio do Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL), que conta com o apoio da Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento (Seplan), trabalhadores de diversas áreas têm conseguido ampliar a produtividade e, consequentemente, o número de postos de trabalhos. No total são 14 Arranjos Produtivos Locais em funcionamento em Alagoas que, juntos, somam mais de 9 mil empregos.
Por Divulgação
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São Paulo, 17 de janeiro de 2009
Emprego formal registra queda em novembro de 2008
BELÉM - Um balanço realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra saldo negativo de emprego formal no comparativo entre admitidos e desligados, com decréscimo de 0,35%. No mês foram feitas 21.411 admissões contra 23.310 desligamentos, gerando saldo negativo de 1.899 postos de trabalho em novembro de 2008.
Os setores que apresentaram saldo negativo foram: construção civil, com decréscimo de 2,11% e um saldo negativo de 1.064 postos de trabalho; indústria de transformação, com queda de 1,96% e saldo negativo de 1.933 postos de trabalho; serviços de indústria e utilidade pública, com redução de 0,99% e saldo negativo de 66 postos de trabalho; agropecuária, com decréscimo de 0,08% e saldo negativo de 37 postos de trabalho; seguido do setor de serviços, com queda de 0,06% e saldo negativo de 106 postos de trabalho; e administração pública, com redução de 0,05% e saldo negativo de 04 postos de trabalho.
Ao contrário da maioria das atividades, os setores extrativo mineral e comércio apresentaram crescimento, com alta de 0,24% e 0,90%, respectivamente.
Crescimento
Mesmo com queda expressiva em novembro, os empregos com carteira assinada apresentaram saldo positivo nos primeiros 11 meses de 2008. Cerca de 20 mil postos de trabalho foram gerados, a maioria no setor comércio e serviços, apresentando um crescimento de 3,92%.
No período foram feitas 257.866 admissões contra 237.765 desligamentos. Este resultado, mesmo positivo, é bem inferior ao verificado no mesmo período do ano de 2007, quando foram feitas 227.125 admissões contra 195.155 desligamentos, gerando um saldo positivo de 31.970 postos de trabalho formais.
Fonte: Portal ORM
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São Paulo, 16 de janeiro de 2009
Força suspende negociações com indústria sobre empregos
A Força Sindical decidiu suspender por dez dias as negociações com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) sobre um acordo para evitar demissões decorrentes da crise financeira global.
De acordo com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força, o sindicato quer incluir a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a maior do país, nas conversas, antes de fechar qualquer acordo.
O objetivo é que, juntas, as centrais pressionem o governo a soltar medidas para impulsionar a economia e evitar o desemprego. “Decidimos suspender as negociações e vamos jogar duro com o governo para haver medidas preventivas”, disse Paulinho.
Ele negou que a decisão seja um recuo, após empresários terem se negado a garantir a manutenção de empregos.
Proposta Para conter demissões, a Força apresentou uma proposta à Fiesp, que incluía a redução da jornada de trabalho em até 25%, associada à diminuição de 15% do salário.
Além disso, a proposta prevê a possibilidade de suspensão temporária do contrato por até cinco meses, com garantia de emprego de três meses na volta ao trabalho.
Agora, Paulinho diz que “não é reduzindo a jornada numa fábrica ou suspendendo o contrato na outra” que se evitará demissões. Pela declaração, ele adotou o discurso da Fiesp e espera que o governo baixe a Selic.
Volks corta 150 e fecha acordo de jornada flexível
A Volkswagen do Brasil vai dispensar 150 empregados temporários da fábrica de Taubaté entre os 800 com emprego por prazo determinado. Desse total, 450 serão efetivados e 200 terão o contrato renovado.
A montadora fechou acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté para flexibilização da jornada de trabalho na unidade. A proposta prevê que a empresa pode conceder até 25 dias de descanso extra em 2009. Os dias serão lançados em banco de horas para compensação.
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São Paulo, 16 de janeiro de 2009 - 22h37min
Emprego aproxima Brasil dos EUA
Viviane Monteiro , Jornal do Brasil
BRASÍLIA - A turbulência observada no mercado de trabalho nacional já é idêntica a dos Estados Unidos. O que muda é a intensidade das demissões que ocorrem nos dois países. A avaliação é do Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Gonzalez, ao lembrar que, nos EUA, entre novembro e dezembro, as demissões comprometeram o emprego de 1,108 milhão de trabalhadores. No Brasil, comparou, esse número pode chegar a mais da metade – ao redor de 650 mil em igual período, caso o Ministério do Emprego e Trabalho confirme na segunda-feira as 600 mil demissões de dezembro, antecipadas na última quinta-feira pelo presidente Lula.
O especialista do Ipea prevê resultado negativo do emprego em janeiro e já vê uma reversão na tendência de queda da taxa de desemprego em 2009. A curva de desemprego no Brasil começou a declinar a partir de 2005.
– Há uma tendência de aumento do desemprego no país, mas não temos idéia de quão forte será esse aumento.
De acordo com o especialista, diante da turbulência, muitos contratos temporários de fim de ano não devem ser efetivados neste inicio de ano, o que deve gerar saldo de emprego negativo.
Caso se confirme a projeção do especialista do órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, esse seria o primeiro mês do ano negativo desde janeiro de 1999. Professor da Universidade de Brasília (UNB), Jorge Pinho confirma que a tendência é de alta da taxa de desemprego no Brasil este ano. O professor prevê que a taxa voltará aos patamares de 2002, e atingirá 10% – o que pode representar algo em torno de 2,3 milhões pessoas desempregadas nas regiões metropolitanas pesquisadas em 2009. A taxa hoje está em 7,6%, segundo o último dado da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, de novembro. Economistas acreditam que a taxa poderá atingir até 13% – até então o pico observado em abril de 2004.
Segundo Gonzalez, que demonstrou cautela nas análises, o mercado de trabalho brasileiro está interrompendo uma tendência de queda na taxa de desemprego.
– E essa interrupção de queda da taxa de desemprego é algo preocupante – avaliou, ainda que não arrisque em dizer que a crise chegou de vez ao Brasil.
O cenário é preocupante, segundo Gonzalez, porque a expectativa é de que a produção industrial “não cresça”, diante da redução do índice de confiança do consumidor na economia e redução do consumo. Dessa forma, as empresas começam a demitir e isso pode agravar ainda mais o efeito da crise no Brasil. Ainda assim, diz que só será possível saber o verdadeiro impacto da crise com o passar do tempo, quando novos dados forem revelados.
Os dirigentes do IPEA apresentarão nesta terça-feira o estudo Crise econômica internacional e possíveis repercussões: primeiras análises. Segundo o IPEA, serão analisadas “as manifestações e as reações governamentais à crise econômica internacional, bem como as possíveis repercussões no Brasil”.
A crise financeira mundial freou o mercado de trabalho no Brasil a partir de outubro de 2008, quando a criação de empregos desacelerou de 205,2 mil vagas em setembro para 61,4 mil em outubro. O cenário se agravou e, em novembro, as demissões superaram em 40,8 mil as contratações, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As demissões sazonais de fim de ano em 2008 foram agravadas pelo impacto da crise. Em dezembro, a previsão é de que as demissões dobrem a média mensal histórica de 300 mil e chegue ao redor de 600 mil.
Governo vai precisar agir com mais rapidez
Para tentar reverter a tendência de forte queda do emprego este ano, o professor da UNB diz que o governo deverá tomar as medidas necessárias. Ou seja, o governo deve adotar o que classificou de “políticas formiguinhas”, ao investir pesado em setores geradores de emprego, como infra-estrutura e construção civil. A expectativa é que o presidente Lula anuncie novas medidas de socorro à economia brasileira esta semana.
Sem querer fazer estimativas sobre a evolução da taxa de desemprego este ano, Gonzales, do Ipea, disse que as demissões estão mais avançadas nos Estados Unidos, em relação ao Brasil, porque “lá a crise bateu primeiro”.
Impactos
Dessa forma, a turbulência impactou mais cedo o consumo e o mercado de trabalho americano. Já no Brasil, comparou Gonzalez, o efeito da crise não só foi sentido depois, como também entrou “por outros canais”: falta de crédito e baixa liquidez do sistema financeiro mundial. Até outubro de 2008, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mantinha a previsão de fechar o ano passado com mais de 2 milhões de novas vagas formais. A expectativa não se sustentou e o ministro passou a reduzir as previsões para algo acima de 1,8 milhão. Para 2009, o ministro do Trabalho prevê 1,5 milhão de novas vagas no mercado de trabalho.
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São Paulo, 16 de janeiro de 2009 - 21h47min
Indústria de Santa Catarina reduziu número de empregos em dezembro
Nível medido pela Fiesc apresentou o pior resultado mensal desde 1997, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira.
O nível de emprego na indústria catarinense medido pela Federação das Indústrias (Fiesc) apresentou em dezembro o pior resultado mensal desde 1997, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira.
O número de trabalhadores nas 357 médias e grandes indústrias do Estado ouvidas pela entidade caiu no mês passado 1,34% em relação a novembro, em função das 3.047 demissões no grupo de empresas pesquisadas.
Apesar da redução no último mês, o ano de 2008 fechou com alta de 1,49% no nível de emprego, com 3.309 vagas criadas entre as empresas ouvidas pela Fiesc.
No mês de dezembro, os setores que mais demitiram foram os de máquinas e equipamentos (-1,92%), produtos têxteis (-1,66%), produtos de madeira (-2,58%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,56%) e confecções e artigos do vestuário (-1,71%).
Ainda assim, alguns desses segmentos terminaram o ano com bom saldo positivo na criação de postos de trabalho, com altas de 10,55% nas indústrias de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, 5,74% nas de produtos têxteis e 3,28% nas de máquinas e equipamentos.
Também se destacaram positivamente em 2008 os segmentos de alimentos e bebidas (crescimento de 2,67%), metalurgia básica (alta de 5,42%) e celulose, papel e produtos de papel (aumento de 3,85%).
(DIÁRIO CATARINENSE)
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São Paulo, 15 de janeiro de 2009
OCDE vê recessão longa e mais 8 milhões de desempregados
Cenário é pior do que o esperado pela entidade anteriormente.
Para a OCDE, crescimento do Brasil vai cair para 3% em 2009.
Do G1, em São Paulo
As economias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) devem registrar retração de 0,4% em 2009, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (25) em Paris (França).
O cenário é bem pior do que o esperado pela entidade anteriormente, quando previa alta de 1,7% do PIB das 30 nações que formam a organização. “Muitas economias da OCDE já entraram ou estão à beira de uma prolongada recessão de magnitude não vista desde o início da década de 1980”, diz a organização.
Conforme a entidade, a economia dos Estados Unidos terá queda de 0,9% no próximo ano, enquanto o Japão (-0,1%) e a zona do euro (-0,6%) também registrarão desempenhos negativos.
O resultado é que o número de desempregados na área pode se elevar em 8 milhões nos próximos dois anos, dos atuais 34 milhões para 42 milhões. A inflação não só deve ceder como alguns países enfrentam o risco, ainda que pequeno, de deflação.
Para OCDE, há espaço para mais cortes de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) nos próximos meses, à medida que a inflação cai rapidamente e a economia tende a retrair no ano que vem.
“As projeções são de que as taxas de juros sejam reduzidas para 2% no ano que vem e permaneçam nesse patamar por um ano”, segundo a organização.
A inflação na zona do euro, que o BCE quer manter próximo de 2%, vai cair para 1,4% no ano que vem, frente a 3,4% neste ano e ainda vai desacelerar mais em 2010 para 1,3%, de acordo com a estimativa da OCDE.
“A esperada desaceleração das pressões inflacionárias nos próximos dois anos dão espaço para mais reduções nas taxas de juro nos próximos meses”, informou a OCDE.
Brasil
Para a OCDE, o crescimento econômico do Brasil vai cair para 3% no próximo ano, quase a metade do avanço de 5,3% a ser registrado em 2008. “A atividade deve perder ímpeto no primeiro semestre de 2009, devido ao atual aperto de crédito, mais vai recobrar a força perto do final do ano e em 2010”, afirma o documento.
A organização acredita que a performance fiscal do país tem sido sólida, com superávit primário ao redor de 4,4% do PIB em 12 meses até agosto. Dessa forma, as metas devem ser atingidas.
Mas os gastos com a folha de pagamento do governo estão subindo e o Orçamento de 2009 pode implicar na alta dos investimentos. “Reverter a tendência de crescimento dos gastos públicos está entre os principais desafios políticos do Brasil.”
A OCDE é formada por 30 países. São eles: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Suécia, Suíça e Turquia.
(Com informações da Agência Estado e da Reuters)